Falando sobre autoestima

Redação13 de junho de 20195min0

Autoestima é a avaliação que uma pessoa faz acerca de si mesma, e que causa repercussões naquilo que pensa, sente e como age e reage em vários momentos e situações. A autoestima pode ser classificada como positiva (alta) ou negativa (baixa autoestima) em diversos graus de intensidade. Se temos uma avaliação adequada de nós mesmos, estaremos com nosso interior quieto em relação a nossos potenciais e defeitos, nos sentiremos seguros em falar sobre o que pensamos e teremos relacionamentos mais equilibrados.

A autoestima está ligada a um sentimento de valor pessoal, e a uma convicção de que nossos sentimentos, necessidades e opiniões são importantes e merecem ser valorizados, ainda que não satisfeitos ou correspondidos.

A autoestima é construída por fatores ligados à própria pessoa, de acordo com seu temperamento e desenvolvimento da personalidade, e da forma como interpreta o mundo e a si mesmo. É construída também pelas experiências vividas ao longo da vida, sobretudo na infância. Se crescemos sendo valorizados enquanto pessoas, sendo ouvidos, sinceramente elogiados e confirmados em nossas necessidades, teremos uma autoestima mais fortalecida.

Devido à necessidade de serem amadas e cuidadas, muitas vezes as crianças constroem seu modo de se apresentar na vida e para os outros conforme as expectativas dos adultos à sua volta, tornando-se aquilo que o outro espera, mas sem necessariamente sentirem-se completas ou inteiras em si mesmas. Assim, provavelmente, terão problemas na área da autoestima. E, desta forma, buscarão completar ao longo da vida esse vazio criado pela distância entre o que é e o que representa ser, a partir da vontade e expectativa dos outros a respeito de si mesmo.

Se tivermos problemas de autoestima, gastaremos grande parte do nosso tempo e energia tentando agradar aos outros, buscando o reconhecimento e atenção que pode ter nos faltado em momentos anteriores de nossas vidas. Buscamos resgatar no presente o que nos faltou no passado, e podemos não estar inteiros nas experiências e relacionamentos, em função destas faltas e desejos não correspondidos.

Se percebemos que temos dificuldades com nossa autoimagem e autoestima, devemos buscar acompanhamento profissional, para sermos auxiliados nessas reflexões e reconstrução daquilo que pensamos e sentimos sobre nós mesmos e de como vivemos.

Pensamos que o alvo é ter uma autoestima elevada, mas o alvo é ter uma autoestima fortalecida e coerente com o que realmente somos, não necessariamente alta. Por exemplo, o narcisista tem uma autoestima excessiva, no entanto desequilibrada.

A Palavra de Deus nos diz que devemos amar os outros como a nós mesmos, e muitas vezes interpretamos esse amor a si mesmo como autoestima. Porém, amar aos outros como a nós mesmos é ver os outros com os mesmos olhos que Jesus vê a eles e a nós. Essa mesma Palavra nos diz que o amor é paciente, bondoso, não é ciumento, não é orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama suporta o outro com fé, esperança e paciência (1 Coríntios 13). O amor citado na Palavra, não é autoestima, embora para amar verdadeiramente, precisamos ter equilíbrio em nosso interior a respeito de quem somos. E para que isto aconteça, somente a revelação de quem Deus é nos trará a revelação de quem somos nele, trazendo restauração de nossa percepção sobre nós mesmos, os outros e o mundo.

Dra Elke Fabiola N. Oliveira Fernandes 

Redação


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